Saturday, June 06, 2009

Montras Afrodite

Alguns sitíos (online) onde se encontram à venda livros das Edições Afrodite:

Na Letra Livre (Lisboa), após uma busca por editor, encontramos 15 referências a bons preços. Destacamos um exemplar da Antologia de Poesia Latina Erótica e Satírica. Outra edição rara à venda na Letra Livre é a de A Fome, de José Martins Garcia.

Na Livraria Lumiére (Porto), encontramos à venda um exemplar d´O Processo dos Távoras - A Expulsão dos Jesuítas (recentemente apresentado neste blog), um exemplar da edição especial do Livro de São Cipriano e uma Antologia do Conto Abominável.

O livreiro antiquário
Miguel de Carvalho (Coimbra), tem na sua página uma montra dedicada às Edições Afrodite. Na busca deve-se procurar em Editor, por Afrodite e surgem edições de As 50 Posições - Manual prático de mesa de cabeceira, do Manual dos Inquisidores, de Nicolau Emérico ou um exemplar do Anti-Duhring, de Frederico Engels.

Na Livraria Artes e Letras (Lisboa) vende-se um raro exemplar da Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica (dos cancioneiros medievais à actualidade), de Natália Correia, com ilustrações de Cruzeiro Seixas, 1966.

Na Livraria Alfarrabista Avelar Machado (Lisboa), após uma busca por editor, encontramos um exemplar da primeira edição d´A Filosofia na Alcova, do Marquês de Sade.

Na Livraria Esperança (Funchal), destacamos a edição de Revolucionários e Querubins de José Martins Garcia, 1977, e de O Uso e o Abuso, de Armando Silva Carvalho, 1976.

Esclarecer o Eleitor: Inquérito aos Partidos Políticos

(edição de Março de 1975)


Esclarecer o Eleitor: Inquérito aos Partidos Políticos
2.ª Edição

Autores: António Borges Coelho, António Proença Varão, Avelino Rodrigues, Carlos Caldeira, Daniel Sampaio, Francisco Pereiria de Moura

Colaboradores: Jorge Sampaio, Marcelo Rebelo de Sousa, Mário Sottomayor Cardia, Vilaverde Cabral e Fernando Ribeiro de Mello

Coordenação: Fernando Ribeiro de Mello
Revisão de Provas: Manuel Joaquim Méco
Colecção: Doutrina / Intervenção
Edição, arranjo gráfico e direitos: Fernando Ribeiro de Mello / Edições Afrodite

Na contracapa


Colocando os principais partidos e movimentos políticos perante a obrigação de dar resposta e esclarecimento frontal a mais de noventa interrogações sobre os decisivos problemas portugueses da política e administração, do sistema e desenvolvimento económicos, da instrução, cultura e informação, da política e religião, da saúde, da psiquiatria, psicopatologia e desajustamento social, a presente obra ultrapassa o parasitismo das que se limitam a conformam aos princípios e generalidades programáticas já divulgadas e propagandeadas e, por isso, constitui um auxilio dinâmico e verdadeiro alerta para as massas populacionais consciencializarem as opções partidárias, exigindo o esclarecimento específico, concreto, honesto e não demagógico a que têm direito.

Mais importante que as respostas já apresentadas e os muitos silêncios registados – umas e outros de qualquer modo sempre inevitavelmente significativos (muito?) – são as perguntas que foram elaboradas por especialistas competentes e representativos nas várias matérias questionadas e aos quais os principais agrupamentos políticos não negam e até reconhecem, aplaudem e promovem idoneidade. Quase todos, de resto, e por isso mesmo, são individualidades que – embora a título pessoal – de uma ou de outra forma, com a sua voluntária autoria ou colaboração, comprometem ideológica e politicamente alguns dos agrupamentos mais interventores e ditos preocupados com o esclarecimento do eleitorado e do povo em geral.

Assim e além do mais, o presente volume comprova que mais importante do que a resposta é a pergunta. E também: que responder sem sempre é fácil e implica muitos riscos!

Quando todas as pessoas deixarem de ter medo, forem capazes e souberem PERGUNTAR passaremos a estar de facto defendidos contra os maiores perigos. E isto será assim, mesmo que não obtenham a resposta ou tenham que a contestar.

Alain de Benoist



Alain de Benoist, autor de Nova Direita, Nova Cultura, na edição portuguesa:

Através da análise dos principais ensaios aparecidos desde o início dos anos 70, esta antologia crítica constitui um vasto panorama «das ideias que regem o mundo». Para A. Benoist, a revolução cultural prepara a revolução política do nosso tempo. Nenhum domínio lhe é estranho, da arqueologia à filosofia, da pedagogia è etnologia, da biologia à sociologia. 140 escritores, sábios, historiadores, ou filósofos, encontram-se assim submetidos a uma inevitável «questão», e definidos, enfim, na sua verdadeira dimensão. Nas suas crónicas, consideravelmente modificadas, actualizadas e aumentadas após a sua publicação nos diversos jornais e revistas, a perspicácia atenta, alia-se a um grande rigor filosófico. Com este livro essencial, A. Benoist apresenta-se como um representante mais lúcido da nova direita e da «revolução conservadora». Nascido em 11 de Dezembro de 1943, A. Benoist abraça muito cedo o jornalismo prosseguindo os estudos de letras, filosofia e história. Desde 1969, anima a revista Nouvelle Écolle, (30 números aparecidos até agora), que se constitui como um reflexo crítico das ideias contemporâneas, um espírito de recusa de todo o dogmatismo ideológico. Foi com este mesmo espírito de investigação, livre e fiel à cultura europeia que A. Benoist assinou a partir de Outubro de 1970, a rubrica dos livros de ideias, no semanário Valeurs Desactuelles e no periódico de Le Spectacle du Monde. Ele colabora para além disto, em numerosas publicações políticas e científicas, em França e no estrangeiro. Conferencista, repórter, ensaísta, ele publicou em 1966 um livro de reflexão filosófica e moral: Com ou sem Deus. Organizou numerosos seminários e colóquios.

Alain de Benoist na Wikipédia

Nova Direita Nova Cultura, de Alain de Benoist

(Edição de Março de 1981)



Título original: Vu de Droite – Anthologie critique des idées contemporaines
Nota à edição portuguesa: José Miguel Júdice

Tradução: Diogo Pacheco de Amorim, Florentino Goulart Nogueira, João Salvador Pacheco de Amorim, Jorge de Morais, José Preto da Costa, Júlia Xavier de Brito, Maria da Graça Câmara, Maria João de Serpa, Pacheco Amorim e Roberto de Morais

Colecção Doutrina Intervenção
Capa de Paulo-Guilherme D´eça Leal
Edição e direitos: Fernando Ribeiro de Mello / Edições Afrodite

Na badana


... «Nova Direita, Nova Cultura», é um esforço, que se julgaria sobre-humano, de reunir à maneira dos enciclopedistas do final do séc. XVIII, com coerência e a partir do que se poderia chamar «o estado actual das ciências», os fundadores de uma concepção do mundo, integral e coerente. Como Terêncio, também Benoist poderia afirmar que nada do que lhe é humano é estranho. Dotado de uma inteligência analítica que se associa, o que é raro, a uma capacidade de desdobramento e de síntese invulgares, Benoist percorre com igual à vontade, os domínios da etnologia e da física atómica, os estudos psicológicos e genéticos e as investigações geopolíticas, as análises do comportamento animal e humano e a história da cultura; ao mesmo tempo que revela conhecer em profundidade não só Marx, mas também Pareto; não apenas Gramsci, mas também Evola; não só Clausewitz ou Renan, mas Marcuse, Althusser, ILIch ou Freud. ...A proposta de Benoist, rebenta todos os estereotipos com que habitualmente compramos a nossa tranquilidade cultura. ...Benoist veio da direita, mas não está na direita. ... Esta obra é, por isso, uma proposta aberta, discutível e controversa, mas com uma riqueza de conteúdo, uma novidade de teses e um rigor conceitual que a tornam um texto obrigatório. Depois da sua leitura, à esquerda e à direita, tudo se altera...

(Da nota a esta edição, de J. M. Júdice)

João Bénard da Costa



O Senhor Cinema, recentemente falecido, teve nas Edições Afrodite uma breve participação. Para a Arte de Furtar escreveu este breve comentário:

Conhecem, com certeza, a anedota. Um conferencista (supõe-se que erudito) comentava determinado passo da obra de Lautréamont. E explicava: «Com este verso quis Lautréamont dizer... ». Do público, levanta-se «papá» Breton, furioso: «Não senhor, não quis. Se quisesse dizer, tinha dito.»

Não há crítico, comentador, prefaciador, posfaciador, eteceterador, que não repita a figura do tal fulano. É mesmo o que se espera dele. E muito mais se a obra é clássica e pertence ao chamado património cultural que, regra geral, não é nem pertence ao chamado património cultural, que regra geral, não é nem uma coisa nem outra, mas apenas um título de livro que não se leu. Nesses casos, o que se espera é que uma leitura moderna venha sobrepor-se a uma escrita antiga e aqui se chegue para dizer o que o autor quis na sua, ou seja na nossa.

Regra geral, também essa leitura moderna é moralista e é política, já que de moralistas e políticos todos queremos ter um pouco. E, continuando nas regras, sem tampaxes que nos valham, são-no também a de que normalmente se invertem as perspectivas. Assim, dum livro conformista, muito serenamente metido dentro dessa mathesis universalis que sossegava o sono dos nossos seiscentistas, fizemos obra de crítica «realista e percuciente» à sociedade do tempo, com uma pitada de progressismo e muito recheada de intenções ocultas.

Como eu não sou o enigmático autor da Arte de Furtar também não vou dizer, como ele achava que podia, o que se passa na verdade. Limito-me a lembrar, servindo-me para tanto da inversão do sentido de uma sua frase, que todos somos para com os outros como os olhos que, vendo-se a si mesmos, nunca vêem tudo.

E tudo, neste caso e para mim, é esse delicioso gongorismo, a que também se chama culismo, a que também se chama conceptismo (todos aprendemos isso) e de que é tão bom gostar-se. É esse gozo de escrever por escrever como quem solitariamente se pratica. É esse andar para trás e para a frente (às voltas) com as ordens das ideias, isto é, com as ordens das coisas, em jogos de argumentação que como jogos se conhecem mas que até eram bem pagos (vale a pena ler com muita atenção o capítulo XVI «Em que se mostram as unhas reais de Castela e como nunca as houve em Portugal»). É a lição de moral com tanta pachorra dada e sem qualquer ilusão furtada. È finalmente, palavras, escrita, razões, desarrazoar, moral, a cobrirem tão completamente o autor que, além de não sabermos quem é ele ao certo, também nunca podíamos saber, de tão disfarçado, que unhas tinha ele ao certo.

Fica-nos apenas, em seu abono, tudo o que atrás se disse e mais o ter ele dito, também, que «as unhas disfarçadas muito cheiram a maliciosas». E da malícia disse o autor da Arte de Furtar o que da sua obra, como de qualquer tratado moralista do seu, do nosso ou outro tempo, se deverá sempre dizer: «só representa o que lhe arma para seu interesse, paliando tudo com razões afectadas e sofísticas, até dar caça ao que em favor da parte que lhe toca ou que o peita».

Ou seja e voltando ao princípio, o que todos faremos nestes escritos sobrescritos, quod erat demonstrandum.

Compram-se


Para completar a colecção das Edições Afrodite, procuramos os seguintes livros:

A Massagem Sensual – Hans Parker, 1984 (Corpo Solar)

Colecção Cabra Cega (Infantil):

2 – Afinal o Castelo Era Verdade – Júlio Moreira, 1968
3 – Os Quatro Corações do Coração – Ricardo Alberty, 1968
4 – Perrault Vai Contar – Maria Alberta Menéres, 1969
7 – Histórias de Bichos em África – Tomáz Ribas, 1970
9 – A Nuvem e o Caracol – António Torrado, 1972
10 – Uma Rosa Na Tromba de um Elefante – António José Forte, 1971

Se alguém tiver para venda, deve contactar pelo mail: ricardojorge7@sapo.pt

A cinta promocional da Antologia de Poesia Erótica e Satírica

A Minha Luta, de Adolf Hitler

(edição de Outubro / Novembro de 1976)



Título original: Mein Kampf
Autor: Adolf Hitler


Tradutor: Jaime de Carvalho
Revisão: Joaquim Méco
Comentários: Prof. A H. de Oliveira Marques, José Martins Garcia, Rolão Preto, Sanches Osório
Capa: Nuno Amorim
Colecção Doutrina / Intervenção
Edição e arranjo gráfico de Fernando Ribeiro Mello / Edições Afrodite

No interior da capa


Quando se fundou o partido nacional-socialista na Alemanha, Adolf Hitler não era de forma alguma um “carniceiro”. A sua vida, o seu estilo, a sua luta são apresentados com todos os ingredientes capazes de inflamar as classes trabalhadoras. Ideal, justiça, moral, Deus, Pátria, família e raça são algumas das teclas exemplarmente percutidas pelo “patriota” Hitler, resoluto adversário da burguesia, do parlamentarismo, dos judeus e de tudo o que denote corrupção, imoralismo e decadência.

Também Adolf Hitler propõe aos discípulos um plano destinado a “transformar o mundo”. Também Adolf Hitler prega uma nova mundividência. Também Adolf Hitler, à semelhança de Staline, aposta no papel das vanguardas e na educação da maioria. À frente, a luz da doutrina redentora conduz as massas ao redil totaliário.

A difusão do Mein Kampf em língua estrangeira parece não ter merecido sempre a aprovação de Hitler. A primeira edição francesa, de 1934, inclui uma explicação dos editores acerca dessa recusa.

Curiosamente, é em relação ao país mais odiado pelo nacional-nacionalismo que Hitler proíbe a difusão de Mein Kampf.

Poquê? Pensaria Hitler que os franceses não mereciam sequer a conversão à “verdade” nazi? Pensaria, muito simplesmente, que o Mein Kampf alertaria os franceses para o perigo alemão?

Qualquer que seja a resposta, um elemento existe que não devemos ignorar: a difusão do Mein Kampf foi considerada inconveniente pelo que toca À nação francesa. Uma consolação nos resta, algumas décadas volvidas sobre uma grande massacre: Hitler pressentiu que o Mein Kampf, obra ferozmente apologética, podia voltar-se contra a doutrina que veicula.

Assim seja!