"Um mau ajuste de contas..."

Em 17 de Agosto de 2002, na revista do semanário Expresso, Rogério Rodrigues publicou um artigo intitulado Dez livros para compreender o PCP. A introdução era a seguinte:
No PCP já houve de tudo: fracções, expulsões e até execuções. Mas nem tudo está escrito sobre o Partido Comunista mais ortodoxo da Europa. Aqui ficam 10 livros, cinco escritos por Álvaro Cunhal e outros tantos por dissidentes comunistas, que podem ajudar a compreender a vida e a história - tão rica quanto dramática - do mais velho partido português.
Um desses dez livros era os 26 Anos na União Soviética, de Francisco Ferreira, sobre o qual o autor do texto escreveu:
A história de Francisco Ferreira, mais conhecido por «Chico da CUF», é um tempo de múltiplos exílios e um chocante ostracismo.
Cunhal e Chico da CUF ter-se-iam conhecido, segundo este, já em 1934. Já «26 anos na União Soviética» se revela um livro amargo.
Um desses dez livros era os 26 Anos na União Soviética, de Francisco Ferreira, sobre o qual o autor do texto escreveu:
A história de Francisco Ferreira, mais conhecido por «Chico da CUF», é um tempo de múltiplos exílios e um chocante ostracismo.
Cunhal e Chico da CUF ter-se-iam conhecido, segundo este, já em 1934. Já «26 anos na União Soviética» se revela um livro amargo.
Chico da CUF conta a sua participação revolucionária nos anos 30, a sua ida para a União Soviética, em 1939 (após três anos na Guerra Civil de Espanha), onde viveu até 1965, trabalhando primeiro numa fábrica de tractores e depois na Rádio Moscovo. Em 1965 foi para Cuba onde trabalhou na Rádio Havana, regressando a Portugal, em Janeiro de 1970, no âmbito de uma amnistia parcial.
Este livro não passa de um mau ajuste de contas com Cunhal, com quem se encontrou em Moscovo em 1948, pedindo-lhe para regressar ao trabalho clandestino no interior do país, o que lhe é recusado. Em Novembro de 1963 é alvo de graves acusações numa carta do Secretariado do CC do PCP. O livro tem algum interesse histórico, sobretudo em relação aos anos 30, aparecendo Cunhal na sua estadia em Moscovo como alguém cheio de privilégios e distante dos outros exilados.
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