Tuesday, October 03, 2006

A Malcastrada, de Emma Santos

(edição de Fevereiro de 1975)

capa

Prefácio de Roger Gentis
Tradução de Eva Caldeira e Manuel João Gomes
Capa de Nuno Amorim
Extra-Colecção
Edição e arranjo gráfico de Edições Afrodite

Texto na Contra-capa

A escrita dos loucos.
A loucura escrita.
Como Nerval, como Artaud, como Jarry.
A escrita dos doentes contra os médicos.
Contra a repressão.
A escrita anti-normal. EMMA SANTOS.
Apesar do ensurdecedor falatório dos psiquiatras a loucura continuou felizmente a falar em voz cada vez mais alta na produção literária, poética e romanesca destes dois últimos séculos.
O Movimento de Libertação dos Loucos.
A luta da loucura contra a normalidade.
O desmascarar da Psiquiatria e instituições opressivas.
A condenação dos psiquiatras e quejandos.
A escrita anormal, da sub-humanidade.
A palavra nova anti-linguagem.
Como Holderlin, Nerval, Nietzsche, Jarry, Strindberg, Poe, Roussel, Faulkner, Artaud, Lowry, Emma Santos e tantos outros, todos chanfrados, esquizofrénicos, paranóicos, neuróticos, até à medula, cozidos e recozidos pelo álcool, bela amostra dessa sub-humanidade que de ordinário é despejada nos asilos.
Contra a sexualidade normal, contra a instituição familiar.
A escrita da mulher louca.
O Movimento de Libertação das Loucas.
O movimento anti-patriarcal.
A anti-psiquiatria, a contra-sexualidade. Uma palavra nova.