Wednesday, October 11, 2006

Teatro Vanguarda, de F. Luso Soares

(edição de 1973)

capa

Nº3 da colecção Ensaio/Documentos
Teatro Vanguarda, Revolução e Segurança Burguesa

Texto na contra-capa

Tendo começado pela ficção, F. Luso Soares interessa-se desde 1963 pelo Teatro e pelo Ensaio. A sua segunda peça, “A Outra Morte de Inês” – cujo espectáculo do Teatro Estúdio de Lisboa a crítica da especialidade violentamente recusou – revela uma dramaturgia didáctica, épica, brechtiana. No ensaio, investiga o materialismo dialéctico no domínio da estética. Director de publicações culturais e da colecção de Teatro “Cena Actual”, exerce crítica literária rigorosamente doutrinária ideológica, o que vem dando lugar a polémicas bem significativas.

Uma política cultural de índole sectária põe rigidamente em causa as relações entre o escritor e as ideologias. A reacção contra essa política apossa-se de tal ânsia de corrigimento que quase generaliza a ideia de que o artista tem de recusar qualquer vinculação ideológica. Este livro – na esteira de Lukács – reafirma o “partidarismo” como categoria inerente a todas as opções artísticas. Discurso dialéctico que denuncia factores de crise política, constitui documentário de uma polémica entre cultura e anti-cultura.